Habana, ooh na-na

(Se quiserem ir directamente às fotos de Havana, estão aqui Cuba)

Cheguei a Cuba três anos depois do previsto, já sem Fidel, mas ainda com Raúl.

Encontrei a Havana dos Cubanos, no coração da cidade. Uma cidade de rotinas, que vive dos turistas, mas cuja vida e identidade é dos Cubanos.

E foi isso que procurámos desde o primeiro minuto na cidade, mais do que museus, a cidade, as ruas, os Cubanos. Aterradas depois de um voo de 14h, o percurso de 30m de carro até ao AirBnB foi feito sem pressas e sem fotografias, apenas a registar e processar o primeiro impacto. 

Sem internet que nos desse um mapa,  resolvemos deambular por Habana Vieja, descobrindo-lhe as ruas, as esquinas, as pessoas, os ritmos, com o objectivo de fazermos de La Habana casa e respeitar o mantra de Hemingway.

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Devagar, foi assim que vivemos Havana no primeiro dia, antes de acabarmos a noite na Plaza Vieja. (Pelo meio, passámos pelo local de paragem de Eça de Queirós.)

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E foi tão bom, que resolvemos que seriam assim todos os nossos dias em Havana. Devagar, com o pôr-do-sol ao final do dia no El Malecón.

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Confesso que ao fim das primeiras horas pelas ruas da cidade, estava rendida às cores, às ruas e aos recantos cheios de rotinas.

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E rendida às pessoas! Que me fizeram voltar com a certeza de que Havana, e os Cubanos que fazem a cidade, tem uma identidade tão própria e tão forte que os milhares de turistas que a invadem não conseguem estragar a experiência.

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