Cuba, dia 1: Havana, ooh na-na

Cuba, dia 1: Havana, ooh na-na

Cheguei a Cuba três anos depois do previsto, já sem Fidel, mas ainda com Raúl.

Encontrei uma Havana dos Cubanos, no coração da cidade. Uma cidade de rotinas, que vive dos turistas, mas cuja vida e identidade é dos Cubanos.

E foi isso que procurámos desde o primeiro minuto na cidade, mais do que museus, a cidade, as ruas, os Cubanos. Aterradas depois de um voo de 14h, o percurso de 30m de carro até ao AirBnB foi feito sem pressas e sem fotografias, apenas a registar e processar o primeiro impacto. 

Deixámos as malas, juntámo-nos aos que já esperavam por nós, fizemos as apresentações, demos os parabéns à E. e ouvimos as histórias da noite Cubana, ficamos a saber que a Air France também perde malas (a M. passou dois dias com soluções de recurso) e saímos para a rua. 

Sem internet que nos desse um mapa,  resolvemos deambular por Habana Vieja, descobrindo-lhe as ruas, as esquinas, as pessoas, os ritmos, com o objectivo de fazermos de La Habana casa e respeitar o mantra de Hemingway, o que fizemos antes de parar para um almoço tardio.

Acedemos finalmente ao mundo exterior por uns minutos para avisar que tínhamos chegado, quando parámos para almoçar a tradicional roupa velha e recuperar o fôlego para seguir caminho nas ruas de Havana. 

Ainda tentámos visitar o quarto do Hotel Ambos Mundos onde Hemingway viveu, mas desistimos e ficámos só pelo ambiente de 1950 do hotel e pela vista sobe a cidade que se descobre no terraço. 

Devagar, ou como dizem por aqui, malembe malembe, foi assim que vivemos Havana no primeiro dia, antes de acabarmos a noite na Plaza Vieja a celebrar o aniversário da E.. E foi tão bom, que resolvemos que seriam assim todos os nossos dias em Havana.

Confesso que ao fim das primeiras horas pelas ruas da cidade, estava rendida às cores, às ruas, aos recantos, às pessoas. Não sei se encontrarei no mundo pessoas tão simpáticas e alegres com quem lhes invade a cidade.  Certeza do primeiro dia: Havana, e os Cubanos que fazem a cidade, tem uma identidade tão própria e tão forte que os milhares de turistas que a invadem, não conseguem estragar a experiência.

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Foi só o primeiro dia, e já parecia que tinha passado uma semana, em bom.

(há mais fotos a sair de vez em quando ali ao lado no instagram

Que privilégio!

Que privilégio!