guerrilha desportiva

Ontem foi um dia em grande para o hóquei em patins Português. Os dois grandes SL Benfica e FC Porto apuraram-se para a final da Liga Europeia, facto inédito e que mostra da qualidade e vivacidade da modalidade, dentro de rinque pelo menos. Fui dormir a pensar: amanhã tenho que escrever sobre isto. E acrescentei à lista de coisas a fazer do dia escrever também qualquer coisa sobre o que se se passou com os adeptos.

E estou em frente ao computador para dar tempo de antena a outro assunto: as claques. Tudo porque o SL Benfica anunciou que não estará presente na final.

Muitos vão ao baú de memórias para recuperar acontecimentos prévios. contra o SL Benfica: Paulo Alves agride um adepto do Benfica, uma criança; Edo Bosh agride um adepto do Benfica; contra o FC Porto: Filipe Santos agredido na Luz; Autocarro dos Super Dragões incendiadoSuper Dragões impedidos de entrar em Lisboa (em 2010 e novamente em 2012).

E andamos nisto: um clima de guerrilha, guerra civil no desporto, em que as claques se substituem aos adeptos, aos amantes dos clubes e do desporto, e com as suas acções deturpam o verdadeiro objectivo do desporto.

E os clubes curvam-se perante as claques.

Perdem os clubes, perdem os atletas, que sem dúvida preferiam vencer dentro de rinque, perdem os adeptos, perde a modalidade e perde o desporto. Ganham as claques. 

O que ainda me falta perceber é se a maioria das pessoas é adepta das claques e da rivalidade ou adepta dos seus clubes.

Já alguém pensou em constituir uma equipa de negociadores de paz para resolver isto de uma vez?

Notas: continuo a gostar de hóquei em patins e cada vez gosto menos dessa coisa de rivalidades clubísticas, de claques e de guerrilhas no desporto. Continuo a achar que o SL Benfica devia comparecer em rinque, percebo a defesa dos adeptos, mas é em rinque que se ganham e perdem os jogos.

(originalmente publicado n'O Meu Mundo da Bola)

três campeões, todos portugueses!

das boas iniciativas

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