the secret annex

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li o Diário de Anne Frank com a idade que ela tinha quando o escreveu, mais dia menos dia. e foi esse livro que me despertou o interesse, que mantenho até hoje, pelo que se passou naquele quarto de século (acerca disso li muito, compreendi cada vez menos o lado negro da natureza humana e cada vez o lado bom dela). confesso que a minha memória é muito fraca, recordo o que sinto, não o que leio ou vejo. mas porque o que senti ao ler o livro me marcou, porque tenho um fascínio por ambos os lados da história daquele tempo, porque me disseram que não podia perder (e felizmente a Ni e o Zé concordaram), a primeira paragem em Amesterdão foi o Museu Casa Anne Frank.

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foi aqui que a família de Anne Frank, juntamente com os Van Peels e Fritz Pfeiffer, se escondeu entre 1942 e 1944, tendo sobrevivido exclusivamente devido à ajuda de quatro corajosos colaboradores de Otto Frank, pai de Anne Frank.

num primeiro momento, o bom humor característico de quem está de férias ainda se sentia entre nós, mas depois…

depois vimos a estante de dossiers entreaberta, umas escadas para lá de íngremes e uma escuridão infinita, muito para além da escuridão física.

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o que se sente é uma confusão, que nem vou tentar explicar.

é preciso ir para ver e sentir a escuridão, a das palavras e dos viveres daqueles oito que lá (sobre)viveram.

é preciso ir para ler sobre a esperança que os mantinha vivos e lhes equilibrava a vida.

é preciso ir para saber como as coisas mais simples são as melhores (não, isto não é um "lugar comum", é um facto).

é preciso ir para saber como a confiança, quando traída, é mortal. para os sonhos. e para as pessoas.

é preciso ir para ficar confuso. e acabar sem saber o que custa mais: se as palavras de desespero, medo e horror; se as palavras de esperança e sonhos (sabendo antecipadamente o final da história).

é preciso ir para saber o depois.

é preciso ir para saber. ponto.

vão. mas enquanto não forem, invistam algum do vosso tempo nos links que encontram nesta página sobre Anne Frank.

eu… eu vou voltar a ler o diário de anne frank.

tu eras assim

no tempo em que não havia carro

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